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    quarta-feira, 16 de novembro de 2016

    A época do TRI em 18 momentos



    Foi uma montanha russa. O Benfica esteve no inferno, sobreviveu, voltou a levar pancada e levantou-se. Rui Vitória raramente saiu do seu tom habitual. E no final houve tri. 39 anos depois.

    A sucessão

    Rui Vítória substituiu Jorge Jesus, o treinador que saiu para o Sporting (junho)
    "Vou dar a vida por este clube" Foi esta a grande frase da sua apresentação em junho de 2015. Rui Vitória treinou os juniores do Benfica 2004-2006. Seguiu-se Fátima, P.Ferreira e Vitória de Guimarães. A herança era pesada e ele escapou à promessa dos canecos. Preferiu falar em "entrega, trabalho e dedicação".

    Supertaça

    O primeiro tiro no porta-aviões (agosto)
    Jesus entrou na cabeça de Rui Vitória. Esta foi a conclusão de muita gente, depois das palavras novo treinador dos leões. Jesus disse que Vitória foi inteligente em não mexer, porque o Benfica ganhava. Teo Gutiérrez resolveu aos 53'. O primeiro caneco caiu para os lado de Alvalade. As dúvidas pairavam na Luz,

    O arranque

    Jonas bisou na goleada ao Estoril na primeira jornada, afastando os fantasmas... (agosto)
    O 4-0 no pontapé de saída da liga engana. É que o empate no marcador só desbloqueou depois do minuto 73. Mitroglou, Jonas (2) e Nélson Semedo fizeram os golos e sossegaram os mais de 50 mil adeptos nas bancadas. A ferida do jogo com Sporting ainda estava aberta, mas um arranque destes mascarou a coisa.

    Sim senhor!

    A única equipa que vence no Caldéron na Champions (setembro)
    O Atlético Madrid marcou primeiro, mas este Benfica mostrou pela primeira vez o seu coração e os sentimentos que seriam recuperados na reta final da época. Gaitán e Gonçalo Guedes dariam a volta. Só o Barça conseguiu o mesmo em 2015/16, Encarnados cairiam nos "quartos" (vs. Bayern), o Atlético chegaria à final.

    Chapa três

    Mais um dérbi, mais uma para Jesus. E agora na Luz... por 3-0! (outubro)
    Benfica perdeu a Supertaça e, por esta altura, já havia perdido também o clássico no Dragão (0-1). A tareia e a lição de futebol chegou numa noite de outubro. Os alarmes soaram todos, os medos, os recalcamentos, fantasmas e dúvidas. Tudo num caldeirão a ferver. Sporting aumentava para sete (!) pontos a vantagem.

    Jesus: tri!

    Taça de Portugal. Mais uma moedinha, mais uma facada no orgulho (novembro)
    Quatro jogos com grandes, quatro derrotas. Da Supertaça, ao 0-3 com Sporting na Luz e à derrota no Dragão, juntou-se a eliminação na Taça de Portugal. Mitroglou marcou primeiro, Adrien empatou. Foi preciso ir a prolongamento para Slimani resolver. Aqui começou a aquecer entre SLB e SCP, com o caso Slimani-Samaris.

    Cebolada?

    O primeiro murro na mesa: "O Benfica merece respeito" (novembro)
    A derrota para a Taça deixou marcar e Vitória ficou nervoso. E deu o primeiro abanão ("sou bom mas não sou bonzinho"). O treinador falou em "táctica do barulho" e num penálti por marcar, a que se juntaria a controvérsia entre Slimani e Samaris. "Eu não quero ser comido de cebolada. O Benfica merece respeito".


    A revolução

    Vitória acertou na chave do sucesso: Pizzi, Renato e Fejsa em Braga (novembro)
    O Benfica jogava pouco, tinha poucas ideias e andamento. A mudança mais mediática foi Renato Sanches, pelos 18 anos e pela coragem para assumir a bola. Mas Pizzi e Fejsa foram chaves, pela pedalada e equilíbrio que oferecem. Os encarnados venceram em Braga e arrancaram para uma série de 11 vitórias em 12 jogos.

    Estreia

    Renato Sanches molha a sopa contra a Académica e deixa a Luz ao rubro (dezembro)
    O sorriso de Rui Costa, no banco, não enganava. Aquele golo deixava muita gente orgulhosa. Depois de tanto assumir e subir, este golo levou-o ao céu, às capas dos jornais e às bocas do mundo. A pressão, a idade e/ou o peso nas pernas não permitiriam continuar com a mesma pedalada e acerto. Fica o momento especial.

    Quentinho

    Vitória e Jesus voltaram a trocar galhardetes... e a subir o tom (janeiro)
    Foi um mês quentinho. Jesus disse que não qualificava Vitória como treinador, por isso não era um mau colega. Vitória lembrou-lhe que com a idade dele, Jesus andava na 2ª Divisão... Jesus, que voltou a mencionar o Ferrari, picou-se e desatou a dizer o seu CV. E lá disse que só queria que Rui saísse da toca...

    Mercado

    André Carrillo no Benfica (janeiro)
    A vingança pelo resgate de Jorge Jesus à Luz, chegou em janeiro, com a contratação do extemo talentoso. O Sporting teve proposta do Leicester, que seria o futuro campeão inglês, mas Carrillo acabaria por preferir ficar sem jogar para assinar pelo Benfica.

    Hat-trick!

    Goleada no Restelo e liderança (fevereiro)
    Se esquecermos a primeira jornada, apenas em fevereiro o Benfica conheceu o sabor da liderança (Sporting empatou em casa com o Rio Ave). O Belenenses foi ousado e quis ter a bola, os encarnados aproveitaram para marcar 5 vezes: Mitroglou fez três e Jonas mais dois.

    Ouch!

    Olá, liderança. Adeus, liderança. Porto tira o bombom ao Benfica (fevereiro)
    Mitroglou marcou primeiro, andava com o pé quente. O Benfica foi perdoando o 2-0, enquanto Casillas ia engatando. Depois, Herrera e Aboubakar trocaram as voltas aos mais de 60 mil adeptos na Luz. Conclusão: regresso ao segundo lugar e quinta derrota em cinco jogos grandes para Vitória


    Quem diria?

    Mitroglou resolve em Alvalade e rouba primeiro lugar para a Luz (março)

    Ao sexto jogo contra rivais grandes, o Benfica venceu finalmente (Ederson agarrou a baliza aqui). O Sporting foi melhor e mais forte, mas no fim só contam os golos. Jesus acusou Benfica de jogar como uma equipa pequena. Vitória daria troco: "Deve estar a falar do ano passado...". Aqui mudou o vento, E a liderança.

    vs. Zenit

    Gaitán e Talisca empurram Benfica para o quartos-de-final da Champions. Venha o Bayern (março)
    O Benfica venceu o Zenit de André Villas-Boas na Luz com um golo já depois da hora de Jonas. Na Rússia, Hulk marcou aos 69', assustou os portugueses e galvanizou os da casa. Mas quem tem Gaitán, tem esperança. O argentino empatou e aliviou a tensão. O empate chegava, mas Talisca deu a volta no fim...

    Solidez

    Benfica esmaga Braga no Estádio da Luz por 5-1 (abril)
    Mitroglou, Jonas, Pizzi, Mitroglou e Samaris. Uma exibição sólida e eficaz dos rapazes de Rui Vitória, perante 61 042 adeptos, mostrou que a corrida ao título era coisa séria. E na véspera da viagem a Munique, para os "quartos" da Champions. Uma nota: Vitória não poupou ninguém.

    Cair de pé

    Bayern elimina Benfica nos "quartos" da Champions (abril)
    Houve coragem, táctica e coração. Esta eliminatória encheu os adeptos de orgulho e ainda os uniu mais à volta da equipa. Em Munique, Vidal resolveu (1-0), Em Lisboa, bávaros e encarnados empataram a duas bolas. Benfica não chegava aos quartos-de-final desde 2012, altura em que caiu com o Chelsea de Di Matteo.

    Tricampeões

    Bom dia, 35
    Contra todas as previsões, depois de um arranque aos soluços, com derrotas em quase todos os grande jogos, o Benfica levantou-se e reinventou-se. Corre a teoria por aí que Jesus ajudou jogadores, treinador e adeptos a unirem-se quando estavam quase a quebrar. O Benfica é tricampeão. Não acontecia desde 1977.





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