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    terça-feira, 26 de outubro de 2010

    Izaías Marques Soares





    Vitória, Brasil. 18 de Outubro de 1963. Avançado.
    Épocas no Benfica: 5 (90/95). 
    Jogos: 177. Golos: 71. 
    Títulos: 2 (Campeonato Nacional) e 1 (Taça de Portugal).
    Outros Clubes: Rio Ave, Boavista, Coventry e Campomaiorense. 




    Com “z” e não com “s”, assim manda escrever o bilhete de identidade do cidadão brasileiro, mais tarde luso-brasileiro, Izaías Marques Soares, nascido em Vitória. No sitio certo, dir-se-á. Na hora certa também, considerada a fulgurante carreira do jogador, que permaneceu cinco épocas no Benfica, depois das experiências, em sol português, no Rio Ave e no Boavista.

    Izaías foi bem um exemplo de constante empatia com a exigente massa adepta do Glorioso. Era o protótipo do jogador que deixava tudo em campo. O resultado de uma equação composta por nervo, sentimento e… golo. Não sendo ponta-de-lança deferiu 71 remates certeiros em 177 jogos na equipa principal do Benfica, chegando mesmo (91/92 e 92/93) a situar-se no cume dos goleadores.

    Logo no primeiro ano de berço vermelho, sagrou-se campeão nacional, sob a ordens de Eriksson. Com Veloso, Ricardo, Vítor Paneira, Paulo Sousa, Valdo, Jonas Thern, Rui Águas e César Brito, cujos os golos, nas Antas, sublinharam uma das mais deliciosas empreitadas do clube, em jogo carregado de dramaticidade. Na época imediata, a revalidação do titulo escapou, mas já não a visibilidade internacional. Em Londres, mais até na capital inglesa, Izaías maravilhou, em partida da Liga dos Campeões, com o Arsenal, apontando dois golos decisivos, que obrigaram os britânicos a baixar a grimpa.



    Era então figura irrecusável no xadrez benfiquista. A plateia dispensava-lhe aplausos, ele retribuía com arrancadas fulgurantes e bolas no fundo das redes. Sugeria estar ligado à electricidade. A sua irrequietude e, mais ainda, as suas explosões, não poucas vezes, parecia coisa sobrenatural. Marcou presença na final da Taça de 93, ganha (5-2) ao Boavista, cotando-se como uma das unidades de melhor produção no titulo de 94, praticamente garantido (6-3) em Alvalade, onde não deixou de assinar e em duplicado o seu ponto de honra.

    De forma imprevista, foi dispensado após uma época colectivamente cinzenta, na direcção técnica de Artur Jorge, mas nem por isso evidenciou sinais de amolecimento.

    Ao fazer a ponte, de forma ainda que involuntária, entre as últimas conquistas mais arrebatantes do clube e a fase de menor fulgor competitivo, Izaías acabou por marcar, no Benfica, um território, que a história não apaga. Ele que nasceu em Vitória e para a vitória.

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