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    quarta-feira, 20 de julho de 2011

    Rui Manuel Trindade Jordão





    Benguela, Angola. 9 de Agosto de 1952. Avançado.
    Épocas no Benfica: 5 (71/76).
    Jogos: 128. Golos: 79. 
    Títulos: 4 (Campeonato Nacional) e 1 (Taça de Portugal).
    Outros clubes: Saragoça, Sporting e Vitória de Setúbal.
    Internacionalizações: 43.



    O apelido de Gazela Negra até ficava bem a Jordão. Ágil e felino, foi mais uma pérola descoberta na inesgotável África, pelo Benfica, nos prodigiosos anos 60. Espírito Santo, José Águas, Costa Pereira e Santana eram já saudade; Coluna e Eusébio aproximavam-se do final da carreira; Nené, Shéu e Jordão seriam os herdeiros do aroma africano.

    Rui Manuel Trindade Jordão começou, aos 16 anos, no Sporting de Benguela, actuando indiferentemente em qualquer posição do meio-campo para a frente. Quando uma embaixada de Alvalade se deslocou a Angola, lançaram-lhe o canto da sereia, mas de forma incipiente. Algum tempo mais tarde, o Benfica garantiu a transferência, a troco de uma ninharia, 30 contos apenas. A vantagem de uma operação inopinada.

    No Verão de 1970, iniciou-se na Luz, no escalão júnior, sob o comando técnico de Ângelo Martins, antigo bicampeão europeu. Chegou rotulado de médio ofensivo, mas logo passou a extremo ou a avançado-centro. Assim seria também na equipa nacional da mesma categoria etária. Já como sénior, fez o tirocínio nas reservas, numa altura em que o Benfica dispunha de muitos jogadores para a frente de ataque, casos de Eusébio, Artur Jorge, Nené, Torres, Raul Águas, Simões, Praia e Diamantino.

    Depois de ter apontado sete (!) golos num jogo da segunda categoria, estreou-se na formação de honra, a 5 de Setembro de 1971, frente ao Sporting, numa vitória, por 2-1, com um golo marcado, em despique a contar para a Taça de Honra de Lisboa. Ainda com Jimmy Hagan, Jordão cativou-se no lote principal. A ele se ficaram a dever alguns dos momentos mais sedutores dos concertos da banda vermelha. Também por isso, nele se apostou como sucessor do grande Eusébio.

    Nas cinco temporadas ao serviço do Benfica, conquistou quatro Nacionais, uma Taça e três Taças Honra. Participou em 182 jogos, facturando 113 golos, 63 dos quais para o Campeonato. De resto, a expressão do seu engodo pela baliza, melhor marcador seria na época 75/76, já na era pós-Eusébio. Uma dúzia de vezes vestiu as cores nacionais, enquanto militante da causa benfiquista.

    Apesar de ter as finanças fragilizadas, o clube rejeitou propostas do Bayern, do Paris Saint-Germain, do Estrasburgo, do Bétis ou do Racing White. Nessa altura, a Europa chamava por Jordão. Acabou por ser o Saragoça a garantir o concurso do jogador, despendendo para o efeito nove mil contos.

    Não se adaptou no país de Gento e Amâncio, a liga espanhola foi para ele uma frustração. Procurou regressar ao Benfica e tudo parecia conjugar-se nesse sentido. Acabou no rival Sporting, deixando o benfiquistas vermelhos… de vergonha. A negligência custaria preço elevado. Jordão continuou a deslumbrar. Só que com a camisola errada.

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